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  Clarice Lispector
Em sua edição de 2004, a Festa Literária Internacional de Parati prestou tributo a João Guimarães Rosa, um dos grandes renovadores da prosa brasileira no século XX. Em 2005, é a hora e a vez de fazer as honras da casa a Clarice Lispector (1920-1977), a narradora que, nascida na Ucrânia, escolheu o Brasil e o português do Brasil como pátria literária. Mas, no caso, quem diz pátria não diz porto seguro: a literatura de Lispector é avessa à segurança, ao comodismo do já sabido e já aceito. Desde a estréia com Perto do coração selvagem (1943), Lispector trilhou um caminho singular, em que a matéria muito pessoal só tinha par na inovação formal de seus livros; não bastasse isso, conquistou um público leitor dos mais amplos e fiéis, e tornou-se uma das vozes da literatura brasileira mais conhecidas no exterior. Para comemorar o legado da autora, convidamos o diretor cênico Naum Alves de Souza para conceber a abertura da FLIP 2005: um espetáculo multimídia, conjugando depoimentos, leituras, canções e entrevistas inspiradas na obra de Lispector. Naum é também escritor, cenógrafo, figurinista e roteirista. Foi premiado com os troféus Molière, Mambembe, APCA, entre outros, e teve seus textos teatrais traduzidos para diversos países. E na Tenda dos Autores, como não podia deixar de ser, uma mesa será dedicada a discutir os caminhos criativos de Lispector e sua atualidade sempre candente - tudo isso na voz de três profundos conhecedores de Clarice: a escritora Marina Colasanti e os críticos Vilma Arêas e Benedito Nunes.
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