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  Nelson Rodrigues
O texto literário continuará existindo daqui a 1200 anos. Ele não morre, porque se ele morrer o mundo começará a morrer junto. (Nelson Rodrigues) “Protesto, em nome da família brasileira!” O grito solitário, mas representativo de muitas indignações dos conservadores na época, saiu da platéia de “Beijo no Asfalto”, de 1961. Era contra Nelson Rodrigues, considerado maldito e pornográfico por muitos. Agora, 46 anos depois, ele é o homenageado desta edição da FLIP. Será uma excelente oportunidade para que todos conheçam melhor o grande cronista do comportamento humano e sua obra, que continua atual e influenciando dramaturgos, escritores, músicos e artistas. Para o diretor de programação da FLIP, o jornalista Cassiano Elek Machado, a escolha de Nelson Rodrigues pretende ajudar a redimensionar o papel do escritor dentro da literatura brasileira. "Nelson Rodrigues infelizmente não consegue se libertar de uma visão folclórica que fazem de sua obra. Muitos ainda o enxergam como um reacionário ou um imoral, como um polemista ou um frasista inconseqüente. Nisso tudo, muitos esquecem que ele é o principal dramaturgo brasileiro e um dos nossos melhores escritores, um sujeito que soube como poucos garimpar o que existe de universal e grandioso no universo do cotidiano banal."
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