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Edições anteriores
10h Mesa 5
Viagens literárias

Andrés Neuman
Michael Sledge

mediação
Claudiney Ferreira

Em literatura, o contemporâneo sempre dialoga com a tradição e o passado sempre reverbera no presente. Em O viajante do século, o argentino Neuman mergulha em tertúlias do século XIX para identificar tensões que se prolongam em nosso milênio. E em The more I owe you, o norte-americano Sledge refaz, com sensibilidade contemporânea, o amor entre a urbanista brasileira Lota de Macedo Soares e a poeta Elizabeth Bishop.
12h Mesa 6
Pontos de fuga

Pola Oloixarac
valter hugo mãe

mediação
Ángel Gurría-Quintana

Toda ficção elege um ponto de vista que se comunica de modo oblíquo com o mundo objetivo. A ficção moderna, porém, explicitou o caráter parcial desse olhar, “desrealizando” o próprio real pela paródia e pela alegoria. Irônica é a maneira como Oloixarac relê o cerebralismo da literatura argentina; e alegórico é o modo como valter hugo mãe recria universos arcaicos que sobrevivem à exaustão da realidade.
15h Mesa 7
Laços de família

Péter Esterházy
Emmanuel Carrère

mediação
Paulo Schiller

Com o húngaro Péter Esterházy e com o francês Emmanuel Carrère, as memórias familiares e as vivências pessoais derivam em narrativas que transcendem o registro confessional, diluem as etiquetas da “prosa autobiográfica” ou da “autoficção”, e convivem com realizações estritamente ficcionais, mostrando a inesgotável capacidade de renovação da linguagem romanesca.
17h15 Mesa 8
Ficções da crônica

Ignácio de Loyola Brandão
Contardo Calligaris


Mediação
Cadão Volpato

Encontro entre dois escritores que transitam entre a crônica e a ficção. Loyola partiu de contos e romances que captam a pulsação urbana – como Bebel que a cidade comeu e Zero – para reinventar o cotidiano no papel-jornal. E as crônicas em que Calligaris suspende nossas máscaras subjetivas derivaram para narrativas romanescas – O conto do amor, A mulher de vermelho e branco – que embaralham memória e invenção.
19h30 Mesa 9
A ética da representação

Claude Lanzmann

mediação
Márcio Seligmann-Silva

Em mais de nove horas com testemunhos de sobreviventes judeus dos campos de extermínio nazistas, o documentário Shoah, de Claude Lanzmann, problematizou a ética da representação do horror ao dar voz às vítimas da catástrofe. Por trás disso está o pensamento do diretor e intelectual francês, que lança na Flip o livro A lebre da Patagônia, em que relembra suas relações com Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre.
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