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A existência de um aeroporto na área urbana de Paraty dividindo a cidade em duas partes muito distintas, centro histórico e periferia, foi um dos temas que mais mobilizaram os participantes da Oficina de Arquitetura e Urbanismo, que contou com 18 alunos de três das mais importantes escolas de arquitetura do país.

A tônica das propostas desenvolvidas pelos estudantes nos quatro dias da oficina foi a necessidade de integrar essas duas metades da cidade, criando pontes, reais ou simbólicas, para aproximar a cidade que abriga o patrimônio material e histórico e a cidade onde está o patrimônio imaterial: os saberes e fazeres dos paratienses.

Promovida pela Associação Casa Azul, que realiza a Flip, a oficina teve como objetivo promover a reflexão sobre o território e as questões urbanas de Paraty e contou com a participação do arquiteto português Eduardo Souto de Moura, ganhador do prestigioso Prêmio Pritzker em 2011 e um dos convidados da Flip 2013.

Inspirada na já tradicional Oficina Literária, a Oficina de Arquitetura e Urbanismo deu seu primeiro passo em 2013 — ainda em caráter experimental — e deve se incorporar à programação da Flip nos próximos anos.

Os arquitetos Antonio Carlos Barossi (FAU-USP), Carla Juaçaba (PUC-RJ), Marta Moreira (Escola da Cidade), o português Nuno Sampaio, além de Mauro Munhoz, diretor presidente da Casa Azul, orientaram o desenvolvimento dos trabalhos, dos quais participaram 18 alunos selecionados nessas três faculdades de arquitetura.

Por sugestão do arquiteto Souto de Moura, a intenção do grupo é continuar a reflexão, construir maquetes e se reunir novamente em outubro, quando ele pretende voltar ao Brasil para participar da Bienal de Arquitetura de São Paulo.

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