flip
Edições anteriores
FlipZona abre espaço para quadrinhos e grafite

Em um ano marcado por discussões e análises voltadas para a parte gráfica da literatura, a FlipZona recebeu na manhã desta sexta (5) dois nomes importantes dos quadrinhos e do grafite: o gaúcho Eloar Guazzelli e o carioca Meton Joffilly. A mediação foi de Alexandre Benoit.

Conhecido por seus traços nos muros do Rio e pelo trabalho como animador, Joffilly defendeu o papel político do grafite, uma forma de expressão que, mais do que embelezar a cidade, deve fazer seus moradores pensarem.

Guazzelli também defendeu o olhar crítico dos quadrinistas, que devem ter visão aguçada sobre a realidade. “As pessoas precisam estudar mais, senão vai chegar uma geração aos 60 anos sarada, mas estúpida”, disse, arrancando risadas da plateia.

Sobre o processo de trabalho, os dois foram unânimes em afirmar a importância de um caderninho de desenho, que ambos levam para todos os lados. “Desenho é como fotografia de pobre”, brincou Guazzelli. “Desenho toda a minha vida, até o parto do meu filho.”

Joffily lamentou o fato de as crianças pararem de desenhar quando chegam a certa idade. “Desenho pode ser uma ferramenta importante na vida da pessoa, ajudando a projetar certas coisas, explicar algo complicado”, afirmou.



Compartilhe
Compartilhe no TwitterCompartilhe no Facebook Share on Google+
English    

  Realização
  Associação Casa Azul