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foto de Walter Craveiro, da mesa "Léxico Familiar", na Flip 2004.
Colm Tóibín volta à Flip

Escritor, jornalista e crítico literário, Colm Tóibín é o primeiro nome internacional anunciado para a Festa Literária Internacional de Paraty. O irlandês terá um livro lançado no Brasil neste ano, previsto para junho. Com tradução de Rubens Figueiredo, o romance Nora Webster (Companhia das Letras) conta a história de uma viúva com 4 filhos e pouco dinheiro, que busca se reerguer. Na Irlanda dos anos 1960, num vilarejo claustrofóbico, ela tenta despertar do luto e descobrir seus próprios desejos. Um universo literário permeado por questões políticas, familiares e religiosas é parte do que o escritor levará à Flip 2015, que acontece de 1º a 5 de julho, em Paraty.

Um trecho inédito do Nora Webster, de Colm Tóibín, está disponível em nosso site. Clique aqui

Nascido em uma família de origem católica, Tóibín teve a política sempre presente em sua vida, na luta de seu pai pela construção de uma república democrática na Irlanda. Formado em inglês e história, o então futuro escritor mudou-se para Barcelona, na região da Catalunha (Espanha). Durante a ditadura franquista, envolveu-se nas manifestações pela democracia e pela autonomia da região catalã. A paixão por Barcelona impulsionou o início de sua carreira como escritor, tendo dedicado à capital da Catalunha dois livros: O Sul (Record, 1978), seu primeiro romance, e Hommage to Barcelona (1990).

De volta à Irlanda no mesmo ano da publicação de seu primeiro romance, Tóibín passa a se dedicar ao jornalismo. Em 2004, participa da 2ª edição da Flip como escritor e crítico literário ao lado de Lídia Jorge (Portugal) e Siri Hutsvedt (Estados Unidos) na mesa "Léxico Familiar", sobre as dores familiares que perpassam a obra dos três autores.

Como crítico literário, fez parte da mesa "Basta um dia", dedicada ao centenário do Bloomsday, (o dia 16 de junho de 1904, em que se passa todo o romance Ulisses , de seu conterrâneo James Joyce). A partir de então, publica alguns dos livros de maior densidade de sua carreira: O Mestre (2005), que tem Henry James, um de seus escritores preferidos, como protagonista; A Luz do Farol (2006), a coletânea de contos Mães e Filhos (2008) e os romances Brooklyn (2011), O Testamento de Maria (2013), finalista do Man Booker Prize (adaptado para a Broadway e áudio-livro, interpretado por Meryl Streep), todos editados no Brasil pela Companhia das Letras. Além disso, ele colabora há 20 anos para o London Review of Books.

Tóibín escreveu a introdução da edição inglesa de A Hora da Estrela , de Clarice Lispector, e inclusive publicou uma crítica no jornal inglês The Guardian sobre o romance. No artigo, ele afirma que “Lispector, no final de sua vida, escreveu o livro como se ela estivesse começando, com a necessidade de impulsionar e chacoalhar a narrativa para ver para onde a levaria”. Do mesmo modo, ele trabalha sua literatura.


Colm Tóibín em cinco datas

1955 Nasce em Enniscorthy, Irlanda
1975 Muda-se para Barcelona, onde trabalha como professor
1978 Inicia a carreira jornalística em Dublin, Irlanda
1985 Viaja pela África e América do Sul
2013 Concorre ao Man Booker Prize, com o livro O Testamento de Maria


Cinco obras de Colm Tóibín

1978 O Sul (romance)
2006 Mães e Filhos (contos)
2009 Brooklyn (romance)
2012 O Testamento de Maria (romance)
2015 Nora Webster (romance)

Na internet
colmtoibin.com

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