flip
Edições anteriores


(foto de Walter Craveiro)
Segundo dia

A ideia de ultrapassar os limites dos guetos e das clausuras nos grandes centros urbanos norteou a fala do antropólogo, poeta e ensaísta Antonio Risério, que abriu a mesa “A cidade e o território”, da qual também participou o escritor Eucanaã Ferraz. O encontro iniciou o segundo dia de Flip, neste 2 de julho, e colocou a arquitetura em pauta. Ferraz criou um paralelo entre o poema “Rua de São Bento”, de Mário de Andrade, e uma cidade. Para ele, naqueles versos está a metáfora do canto da sereia, da cidade que – à semelhança da sereia – canta e seduz com uma promessa de amor que pode se traduzir em desgraça e morte.

Os relatos completos das atividades estão disponíveis no blog da Flip, clique aqui

Na sequência, a Tenda dos Autores recebeu escritores revelados em oficinas do Complexo do Alemão, no Laboratório Setor X, na tradicional mesa Zé Kleber, que discute a cidade e suas políticas públicas. Procurando relativizar as distinções entre centro e periferia, o encontro deste ano — intitulado “Falando alemão” — revelou múltiplas possibilidades da produção literária.

Na mesa 2, “De Micróbios e soldados”, um escritor bósnio radicado na Alemanha e um argentino vivendo há mais de vinte anos na França mapearam pontos em comum: a vivência da guerra na infância, os deslocamentos de vida e de linguagem. Juntos, os ficcionistas Diego Vecchio e Saša Stanišić abordaram memória e literatura.

No fim da tarde, a poesia do carioca Mariano Marovatto e da lisboeta Matilde Campilho, com variados sotaques e estilos, ganhou os palcos da festa e arrebatou a plateia em Paraty. “A poesia é íntima mesmo quando é malabarista”, ressaltou Campilho, sempre lírica. Na sequência, Marovatto mencionou seu contato com a obra da escritora Ana Cristina Cesar e sua iniciação como poeta.

De volta à Flip onze anos depois, o autor irlandês Colm Tóibín leu um trecho de seu novo romance, “Nora Webster”, e traçou considerações sobre a poeta Elizabeth Bishop. Mencionou ainda o processo em torno do referendo sobre a legalização do casamento gay na Irlanda, realizado em maio.

Numa conversa contundente e bem-humorada sobre Brasil, neurociência, religião e literatura, Jorge Mautner e Marcelino Freire encerraram o segundo dia de Flip. Arrancando aplausos da plateia, o músico de “Maracatu Atômico” e o escritor idealizador do festival Balada Literária foram, sem receios, “Do angu ao Kaos” — título da mesa.

Acompanhe a transmissão ao vivo das mesas da programação principal aqui . E veja a cobertura da festa pelo Facebook , Twitter e Instagram .

FlipMais
Um debate sobre preço fixo do livro e concorrência entre livrarias de diferentes portes e gigantes da venda online ocorreu na mesa-redonda que abriu a programação da FlipMais, na Casa da Cultura. A segunda atividade foi o “Poesia em movimento: Cleonice Berardinelli”, episódio da série do Philos TV em que a maior lusitanista brasileira lê poemas de Mario de Sá-Carneiro. Na sequência, foi a vez do espetáculo “Criaturas de papel”, do Grupo Bricoleiros — parte da programação do Palco Giratório do Sesc. Formas geométricas tomaram vida no decorrer da encenação e se transformaram em peças cênicas. A programação foi encerrada com uma apresentação que ocupou a Capelinha de Paraty, na atividade “Poesia à capela”, realizada em parceria com o British Council. Saiba mais

Compartilhe
Compartilhe no TwitterCompartilhe no Facebook Share on Google+
English    

  Realização
  Associação Casa Azul